[RESENHA] A SELEÇÃO – Kiera Cass

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Oi, estou bem! Acho que vocês já devem ter percebido que a resenha de hoje (Quer dizer, de ontem. Me desculpem pelo atraso.) é sobre o livro A seleção, da Kiera Cass.

Eu li esse livro em 2013, porém resolvi reler e trazer essa resenha para vocês.

O livro fala sobre um futuro distópico divido em oito castas, sendo “Um” a família real e “Oito” os filhos ilegítimos e foras da lei.

A protagonista America Singer é da quinta casta, a dos artistas. Ela vive com a família, e eles ganham a vida se apresentando em eventos para as pessoas de casta superior.

Eles possuem uma situação financeira bem apertada, entretanto levemente melhor que a da família de Aspen, um rapaz da casta seis com quem mantém um romance secreto há dois anos.

A história se passa no reino de Illéa (Antigos Estados Unidos), e conta com uma curiosa tradição para decidir com quem o príncipe se casará: Uma competição entre 35 garotas de 16 à 20 anos, uma de cada província, sendo a ganhadora a futura rainha e, com sorte, a dona do coração do príncipe.

Meri conta com inúmeros motivos para não se inscrever no concurso: A saudade que sentiria da família, o medo dos ataques rebeldes ao castelo, a falta de vocação para as atribuições de uma princesa e, claro, Aspen.

Apesar de tudo, ela acaba sendo convencida, resolvendo aproveitar a boa comida e os cheques quer seriam enviados para sua família.

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“E a ideia de entrar em um concurso que o país inteiro acompanharia só para que um riquinho esnobe escolher a moça mais linda e sonsa do grupo para ser o rosto calado e bonito que apareceria ao lado dele na TV… era o bastante para me fazer gritar”


Bem, antes de tudo tenho que dizer que eu sou toda errada. Comecei a ler a trilogia pelo segundo, e apesar de ter ficado um pouco confusa no começo, até pegar o ritmo da coisa, só descobri que existia um primeiro livro no final da leitura. Isso também significa que eu nunca fui #TeamAspen, já que só vim a conhecer a história dos dois depois.

Algumas pessoas podem me julgar, mas mesmo achando a trajetória dos dois muito fofa, logo no começo meu santo não bateu com aquele relacionamento. Em vez de serem opostos que se completavam, eles pareciam ser de quebra-cabeças diferentes, um acrescentando mais problemas que o outro.

Enquanto a visão dela sobre o futuro dos do casal acaba sendo bem imatura e irrealista, em alguns momentos chegando até mesmo a dizer que a vida deles seria melhor por que eram inteligentes (Até porque todos os outros Seis são burros, nem é questão de nascer em determinada casta. sarcasmo.), ele quer tomar todas as decisões, abrindo mão da luta por um amanhã junto à ela.

Falando no Aspen tomando decisões pela America: QUE COISA IRRITANTE.

Sabe um rapaz orgulhoso, que tem uma masculinidade tão frágil ao ponto de magoar a menina por preparar um jantar quando “ele é quem deveria cuidar dela” (Palavras dele, não minhas.). Esse é o Aspen. E o pior é que eu nem estou brincando.

Ele disse: “Não sou um mendigo, America. Sou um homem. É minha função cuidar de você.”

Teve um outro momento, sobre o qual eu não vou dar mais detalhes a fim de prevenir spoilers, em que ela disse “Mas, se minha vulnerabilidade o deixava mais forte, valia a pena.”

QUE MERDA EU ACABEI DE LER?

No começo do livro eu só conseguia pensar em entrar dentro da história e dizer “Aspen, já deu de ser babaca” “America, amor é sobre duas pessoas se somando, é sobre o outro despertar em você a vontade de ser melhor. Sim, ambos precisarão fazer concessões, mas se rebaixar pra aumentar o ego do outro (Seja homem ou mulher) não é saudável. E não é amor.”

Acabei tendo a impressão de que o amor dos dois era muito idealizado, não um sentimento real.

Resumindo: Aspen não me conquistou.

Ainda na cidade da Meri: COMO UMA FAMÍLIA TÃO FOFA EXISTE?

A May, irmã mais nova, me encantou logo nas primeiras aparições. Uma garota energética, fofa, aquele tipo de garota que facilmente sairia dando pulinhos de alegria.

Gerad, que apesar do nome estranho (Amei todos os outros nomes, contudo eu continuo tendo a sensação de que o dele está escrito errado.) e de aparecer poucas vezes, é um menino tão maravilhoso que AI MEU CORAÇÃO. Eu vi um pouco do meu irmão nele, acho que por isso acabei me apegando tanto.

Sobre os pais dela: Consigo apenas sentir. A mãe mandona, porém que no fundo só quer o bem dos filhos. O pai que além de ser inteligente, ainda tem um coração enorme.

Amei todo mundo. (A Kenna e o Koda mal aparecem.)

Amei também os momentos em que mais da política era revelada, seja através de Maxon, seja nas lições de História. Achei que além de trazer uma tensão extra pro romance, ainda elevou o livro, tornando todo o contexto mais complexo.

Não quero falar muito sobre a relação dela com o Maxon pra não correr o risco de me empolgar e falar de mais, mas acho que alguns comentários são necessários.

Príncipe Maxon é cavalheiro, lindo, inteligente, bondoso, divertido… Isso meio que me incomodou. Eu sei que agora vocês devem estar pensando “Essa menina é louca: Reclama do Aspen por ter muitos defeitos e reclama do Maxon por não ter nenhum.”.

Quase isso.

O que me incomodou no Aspen foi a forma como ela tratava o relacionamento da America, como ele deixou o orgulho dele interferir tanto, e também o fato de eu não ter conseguido enxergar uma química entre os dois.

Com o Maxon não teve nada de ruim. Ele tem uma personalidade simplesmente apaixonante, e desde o início trata a America tão bem, fazendo o máximo para que as selecionadas se sentissem em casa, apesar de todos os problemas que ele próprio carregava. É aquele tipo de personagem que te faz ficar desejando o Príncipe Encantado.

Talvez só tivesse sido bom alguns defeitos, manias chatas, qualquer coisa que trouxesse ele mais perto do real.

Amei como a relação dele com a America foi se construindo de forma gradativa, de um jeito que fez sentido. Não sei, só tive a impressão de que cada coisa aconteceu em seu devido momento. E depois de um tempo era impossível não torcer pra esse casal.

Até que enfim chegamos na cereja do bolo: America Singer.

Sei que muita gente não gostou dela. E eu concordo com tudo o que falaram: Ela é irritante, nunca sabe o que quer.

Acontece que eu me identifiquei.

Ela é humana, tem defeitos, características reais. É diferente do Maxon que mesmo com tanta pressão sempre é um perfeito… príncipe.

Durante toda a trama a menina toma algumas decisões que me fizeram ficar com vontade de arrancar meu cabelos de raiva. Eu até cheguei a acreditar que ela estava jogando com o Maxon em certos momentos.

Por fim, eu acabei esquecendo a raiva e me compadecendo da indecisão dela, da confusão que ela cria, da dificuldade em interpretar os próprios sentimentos.

Mais uma vez, só pra dar ênfase: Me identifiquei.

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Sei que em alguns momentos posso ter sido meio crítica, o que deve levar vocês a pensarem: Se tem tanta coisa de errado com o livro, então qual o sentido em dar 7?

Acontece que esse não é um livro denso, não é algo que te trará várias crises reflexivas.

Esse é um daqueles livro pra você se entreter em uma tarde tediosa. Pra vocês ler quando estiver meio triste, precisando dar risada.

Quando quiser cenas fofinhas.

É um livro que vai te prender, te envolver na história. Você não vai querer largar até ler a última palavra da última página.

Se você quiser sair de uma ressaca literária, ou simplesmente sair da realidade por umas horinhas, A seleção pode te ajudar.

2017-01-15-12.00.40-1.jpg.jpgFicha Técnica

Título: A seleção

Título Original: The Selection

Autora: Kiera Cass

Editora: Seguinte

Quantidade de páginas: 368

Avaliação: 7,0

Beijinho, beijo, abraço. O que vocês quiserem ❤

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